20 January 2026

Como a reforma da fila da MISO muda a economia do desenvolvimento de baterias?

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Como a reforma da fila da MISO muda a economia do desenvolvimento de baterias?

As reformas do Processo de Planejamento Definitivo (DPP) da MISO, com o objetivo de reduzir as filas de conexão, entraram em vigor em 2024, dobrando os depósitos iniciais e introduzindo penalidades automáticas para desistências. Um projeto de bateria de 200 MW agora precisa comprometer aproximadamente US$ 1,9 milhão antes do início dos estudos e pode perder até US$ 1,6 milhão se sair durante as negociações do Acordo de Interconexão do Gerador (GIA).

As reformas penalizam estratégias de “esperar para ver”. Os desenvolvedores não podem mais manter posições especulativas na fila a baixo custo. Projetos que entram mais próximos da decisão final de investimento serão beneficiados. Projetos que entraram esperando vender ou adiar enfrentam janelas de saída mais restritas e penalidades crescentes.

Principais Conclusões para Desenvolvedores de Baterias

  1. Na MISO, os requisitos de capital inicial dobraram para US$ 1,9 milhão em um projeto de 200 MW, com US$ 1,6 milhão em risco nas negociações do GIA.
  2. A região Sul da MISO libera projetos aproximadamente 9 meses mais rápido do que a região Norte.
  3. Projetos de bateria levam, em média, 3,2 anos até o GIA, mais do que qualquer outro tipo de recurso.
  4. Os requisitos de controle de terreno aumentam para 100% antes do GIA, sem substituição financeira permitida.
  5. O processo reformulado tem como meta 373 dias até o GIA, uma redução de 26% em relação aos ciclos anteriores.

Nesta pesquisa, analisamos:

  • Como a nova estrutura de depósito e penalidade muda o custo de manter uma posição na fila.
  • Onde o capital e o tempo agora estão em risco durante as etapas da fila de interconexão.
  • Por que os requisitos de controle de terreno são importantes mais cedo no processo.
  • O que os desenvolvedores de armazenamento devem fazer de diferente sob a fila reformada.

Quanto capital projetos BESS comprometem antecipadamente na MISO?

Um projeto de bateria de 200 MW agora compromete aproximadamente US$ 1,9 milhão antes do início dos estudos da Fase 1. As reformas da MISO dobraram o depósito de prontidão do 2º marco, de US$ 4.000/MW para US$ 8.000/MW.

O total inclui três componentes: uma taxa de inscrição não reembolsável de US$ 5.000 (D1), aproximadamente US$ 320.000 em depósitos para estudos (D2, reembolsável) e um depósito de prontidão de US$ 1.600.000 (M2). A MISO projetou essa estrutura para transferir custos de projetos que desistem para aqueles que concluem o processo.


O que acontece se um projeto de bateria desistir da fila da MISO?

As penalidades por desistência aumentam automaticamente conforme o momento da saída do projeto. Não há discricionariedade. O cronograma de perda está incorporado no regulamento.

Para um projeto de 200 MW com um depósito M2 de US$ 1,6 milhão:

  • Ponto de Decisão 1: 10% perdidos (US$ 160.000)
  • Ponto de Decisão 2: 35% perdidos (US$ 560.000)
  • Fase 3: 75% perdidos (US$ 1.200.000)
  • Negociações do GIA e além: 100% perdidos (US$ 1.600.000)

As janelas para desistência sem penalidade ficaram mais restritas. Os desenvolvedores só podem sair sem penalidade entre as fases, e apenas se os custos de upgrade de rede mais os custos de sistemas afetados aumentarem em 50% (P1 para P2) ou 35% (P2 para P3).

Essa estrutura visa combater o problema de desistências na MISO. Historicamente, 73% dos pedidos de interconexão foram retirados, causando retrabalho nos estudos e atrasos para os projetos remanescentes.

No entanto, o processo reformulado tem como meta 373 dias do pedido ao GIA, uma redução de 26% em relação aos ciclos anteriores. Os ciclos atuais mostram atrasos ativos. No ciclo DPP-2021 do Leste (ATC), dois projetos desistiram após a publicação final do SIS, desencadeando um novo estudo de 60 dias.


Quanto tempo projetos de bateria passam na fila de interconexão da MISO?

Projetos de bateria passam, em média, 3,2 anos na fila da MISO, mais do que qualquer outro tipo de recurso.

A variação regional é significativa. A região Sul da MISO libera projetos cerca de 9 meses mais rápido do que a região Norte, que lida com 70% do volume da fila. A região Central apresenta os prazos mais longos: de 4 a 5 anos do início do DPP até a execução do GIA.


Quando os desenvolvedores de baterias devem demonstrar controle de terreno na MISO?

Controle de terreno significa que o desenvolvedor tem direitos legais sobre a terra, seja por propriedade, arrendamento ou acordo de opção. As reformas introduzem requisitos crescentes em cada marco.

As reformas da MISO impõem requisitos crescentes de controle de terreno que eliminam substituições financeiras nas etapas finais. Projetos que entraram com posições especulativas agora enfrentam prazos rígidos para adquirir o controle ou desistir.

Na inscrição, os desenvolvedores devem demonstrar direitos legais sobre 50% do terreno desde o gerador até o ponto de interconexão. Projetos sem controle de terreno podem apresentar US$ 80.000 por milha como garantia alternativa. Antes da Fase 2, é preciso controlar 50% da área do pátio de manobras, onde o projeto se conecta ao sistema de transmissão.

Antes da execução do GIA, os desenvolvedores devem controlar 100% de toda a terra. Não é permitida substituição financeira nesta etapa final. Projetos que não demonstrarem controle total do terreno não podem avançar para o Acordo de Interconexão do Gerador.


Como está a fila DPP-2025 da MISO para baterias?

O ciclo DPP-2025 da MISO começou em 6 de janeiro de 2025 com 78 GW buscando interconexão. As regiões Central e Sul lideram as submissões.

Projetos solares e híbridos dominam. O armazenamento independente representa uma fatia menor, embora 50 GW de BESS estejam na fila total de 650 GW da MISO.

A quase ausência de projetos de 2023 (1,1 GW contra 73 GW em 2022) reflete a decisão da MISO, em junho de 2023, de suspender novas inscrições até a aprovação das reformas.


O que os desenvolvedores de baterias devem fazer de diferente sob a fila reformada da MISO?

As reformas do DPP da MISO recompensam projetos que entram mais próximos da decisão final de investimento.

Três implicações estratégicas:

Primeiro, orce para perdas. Um projeto de 200 MW deve considerar cenários em que US$ 160.000 a US$ 1,6 milhão do depósito M2 sejam perdidos.

Segundo, garanta o controle de terreno mais cedo. O requisito de 100% no GIA não permite aquisição de última hora. Garanta o controle antes da Fase 2.

Terceiro, escolha regiões estrategicamente. Os prazos mais rápidos da região Sul da MISO reduzem o tempo de capital travado em cerca de 9 meses em relação à região Norte. Projetos na região Central devem planejar para durações superiores a 4 anos.

As reformas transferem custos de projetos que desistem para aqueles que concluem. Desenvolvedores com projetos maduros e forte respaldo de capital são beneficiados.