Receita de baterias no WEM caiu para US$ 38 mil/MW/ano em julho de 2026 com aprofundamento das perdas no mercado livre
Receita de baterias no WEM caiu para US$ 38 mil/MW/ano em julho de 2026 com aprofundamento das perdas no mercado livre
Em julho de 2026, as receitas de baterias em escala de rede no Mercado Atacadista de Eletricidade (WEM) caíram 9% em relação ao mês anterior, chegando a US$ 38 mil/MW/ano. Os pagamentos do RCM representaram 115% do total, acima dos 105% de junho, mas o componente de mercado livre caiu ainda mais, ficando negativo em -US$ 6 mil/MW/ano.
As condições de mercado continuaram favoráveis para a arbitragem de energia. Os preços médios de energia permaneceram em US$ 133/MWh, próximos ao maior valor em dois anos registrado em junho, e a diferença de preços em 2 horas continuou ampla em US$ 126/MWh. No entanto, essa diferença não foi capturada de forma uniforme por toda a frota.
As duas baterias Collie da Neoen registraram retornos positivos no mercado livre. As quatro baterias da Synergy tiveram perdas no mercado livre e apresentaram receitas negativas em 25 dias de julho.
Este artigo analisa as receitas das baterias do WEM em julho de 2026, incluindo as condições de mercado, crescimento da frota, desempenho mercantil por ativo, frequência de perdas diárias e comportamento de carregamento durante intervalos de preços elevados. Leia o relatório do mês passado aqui.
Resumo executivo
- Receitas das baterias no WEM caíram 9% em relação ao mês anterior, para US$ 38 mil/MW/ano em julho. Pagamentos do RCM representaram 115% da receita total, enquanto a receita mercantil caiu ainda mais, para -US$ 6 mil/MW/ano.
- Diferenciais seguiram amplos. O diferencial de 2 horas foi de US$ 126/MWh, abaixo dos US$ 133/MWh em junho, mas acima de todos os meses de janeiro a maio.
- Quatro das seis baterias operacionais registraram perdas no mercado livre. As duas baterias Collie da Neoen ficaram positivas, enquanto as quatro baterias da Synergy terminaram negativas.
- 12 de julho foi o maior prejuízo da Synergy. Suas quatro baterias foram carregadas durante uma alta de preços noturna, e a frota perdeu US$ 383 mil no dia.
Diferenciais permaneceram amplos, mas retornos mercantis caíram ainda mais
A demanda operacional de pico caiu para 3.362 MW, contra 3.733 MW em junho, mas os preços médios de energia permaneceram em US$ 133/MWh. O diferencial de 2 horas diminuiu para US$ 126/MWh, contra US$ 133/MWh, ainda acima de todos os meses de janeiro a maio.
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