Enhanced Frequency Response (EFR) – o que você precisa saber
Enhanced Frequency Response (EFR) – o que você precisa saber
Em 2016, a National Grid lançou uma das licitações mais ambiciosas de sua história – o leilão de 200 MW para Enhanced Frequency Response (EFR). Isso resultou em cerca de £100 milhões de investimento em novos ativos e impulsionou a indústria de armazenamento de energia no Reino Unido. Este artigo explica o que você precisa saber sobre EFR e como ele impacta o mercado de armazenamento de energia atualmente.
Por que lançar um novo serviço de resposta de frequência?
Historicamente, a National Grid utilizava serviços ‘legados’ como o Firm Frequency Response (FFR) para manter a frequência da rede em 50Hz. Também existem outros mecanismos, como o Balancing Mechanism, mas não entraremos nesse detalhe aqui. Durante muitos anos, o FFR foi suficiente para essa função, especialmente no ‘mundo antigo’ das usinas centralizadas e grandes rotores de turbinas movendo geradores. O FFR exige que os provedores respondam entre 2 e 10 segundos, o que era mais do que suficiente porque os rotores giratórios dos geradores são pesados e possuem muita inércia. Porém, nos anos 2010, a energia eólica e solar cresceram rapidamente e a rede mudou para sempre. Em 2015, a National Grid já previa um problema sério – essa nova geração intermitente (ou seja, eólica e solar) poderia causar instabilidade na rede muito mais rápido do que antes. O FFR sozinho seria lento demais para responder, então foi preciso ‘aprimorá-lo’. Assim surgiu o EFR.
O que é o Enhanced Frequency Response (EFR)?
O serviço
Enhanced Frequency Response (EFR) é muito semelhante ao Firm Frequency Response (FFR), mas, como o nome diz, é aprimorado. (para constar, ele também é ‘firm’, mas isso é outra conversa). Como provedor de EFR, sua função é a mesma do FFR – você deve manter a frequência da rede em torno de 50 Hz, carregando sua bateria quando a frequência estiver > 50Hz e descarregando (como um gerador) quando estiver < 50Hz. A grande diferença do EFR é a velocidade. Os ativos devem responder muito mais rápido do que qualquer coisa já vista na rede – resposta total em meio segundo, pelo menos 4 vezes mais rápido que o FFR. Outras diferenças importantes incluem uma nova faixa morta de frequência e gradientes de potência de resposta. Veja abaixo.

O período que antecedeu o leilão
O EFR gerou muita empolgação. No período que antecedeu o leilão, no verão de 2016, empresas de energia, proprietários de ativos, desenvolvedores, bancos e consultores trabalhavam para garantir terrenos, licenças, conexões e financiamento. À medida que o leilão se aproximava, os analistas não conseguiam chegar a um consenso sobre onde os preços iriam parar, com previsões variando de valores de um dígito até £35/MW/h e tudo entre esses extremos. Os preços do FFR dinâmico estavam acima de £20/MW/h, e o sentimento geral era de que os preços do EFR seriam ainda mais altos. Afinal, o EFR é um serviço muito mais avançado e rápido, com exigências de maior throughput de energia (ou seja, maior custo para prestar o serviço).
Dia do leilão – 26 de agosto de 2016
Em 26 de agosto de 2016, a National Grid (Operadora do Sistema) realizou um leilão pay-as-bid para adquirir 201MW de EFR. Os provedores podiam disputar contratos de 4 anos de até 50MW cada, com a opção de fornecer o serviço durante todo o dia (24/7) ou optar por pausas (para cobrir os períodos de pico no inverno). Os preços ficaram muito abaixo do que se esperava na época, entre £7/MW/h e £11,97/MW/h. Você pode conferir os resultados do leilão abaixo.

O que vem a seguir?
O EFR foi ‘descontinuado’ – a National Grid confirmou que não haverá mais leilões de EFR. Mas o espírito do EFR continua vivo nos novos serviços de resposta de frequência da National Grid ESO. O Dynamic Containment (lançado em outubro de 2020) segue os passos do EFR, com tempos de resposta super-rápidos. Você pode encontrar mais informações sobre o Dynamic Containment na Plataforma Modo.






